Era dia de tormenta dentro do coração da moça, ela ainda esperava encontrar a calmaria, a plenitude de um clima leve, de uma brisa gostosa que fazia cócegas no seu estado de espirito. Em toda a espera muito se passara na sua mente, o filme de uma vida que tinha passado rápida e intensamente. O barco do coração estava prestes a aportar, faltava pouco a tormenta logo daria lugar ao clima sonhado, apenas a esperança soprava aquele pequeno e singelo barco, apenas a esperança o faria alcançar o final da dolorosa e lenta travessia. Então era isso, esperança, fé e um amor que expande tudo o que se toca.
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Mostrando postagens de julho, 2017
Sonha na multidão - Parte 1
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O banco da pequena praça me aguardava, me esperando pra mais uma solitária tarde de outono. O livro na mochila, balançando a cada passo já até sabia que seria aberto e engolido. Já virara rotina pra mim o que pra muitos era solidão, nunca tinha me importado com isso, até bem... até aquele dia... Eu nem sabia que tanta coisa podia acontecer em tão pouco tempo, não sabia que eu podia mudar tanto. O vento soprava levemente, apenas uma brisa que acariciava meu rosto de uma deliciosa forma, realmente eu escolhera muito bem o meu banco, nele o sol raiava especial e as árvores dançavam alegremente uma suave música que o vento ressoava. O livro que eu lia, me dava uma bela história de família, um livro que eu nunca me recordo o nome; ninguém nunca passava por ali, aquele lado da praça era sempre vazio - pelo menos até aquele dia - era mais um dia comum, mais um daqueles incontáveis dias de uma simplória e monótona vida. Ouvia o canto de um pássaro ao longe, talvez tivesse brigando...